terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

NEW BOOK





Cognitive-Behavioural Indicators of Substance Abuse

Authors: Samuel Pombo, Filipe Barbosa,

Marco Torrado, Nuno Félix da Costa

(University of Lisbon, Portugal)

Book Description:

Problems related to substance use, abuse and dependence are a major concern on societies today, persisting to require considerable attention from the community. For decades studies have been showing that drug consumption represents a main risk factor for physical, social and mental health problems. Unfortunately, reality shows that in many cultures and fractions of population, heavy substance use is the norm. This new book examines the cognitive-behavioral indicators of substance abuse and various corresponding treatment techniques.



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

OUT NOW !!!

SAmuel POmbo et al., NEW CHAPTER in the BOOK "Social Drinking: Uses, Abuses and Psychological Factors" edited by Katherine T. Everly and Eva M. Cosell © 2009 Nova Science Publishers, Inc.




chatper 4: "Cognitive-Behavioural Indicators of Alcoholism Phenotypes in Patients in Opioid Maintenance Treatment" by Pombo et al.






Already in Prepress: price $116.10




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“CRAVERS” PELO ÁLCOOL


Samuel Pombo et al. @ PSICOLOGIA, SAÚDE & DOENÇAS, 2008, 9 (2), 349-365

RESUMO: O craving pode ser definido como um desejo irreprimível, intrusivo e intenso pelo consumo do álcool. Na literatura, têm sido introduzidos vários modelos explicativos e instrumentos de avaliação deste conceito. O estudo tem como objectivo avaliar as características psicométricas de dois questionários de avaliação do craving (Escala Obsessivo-compulsiva deYale-Brown para Bebedores Excessivos e a Escala de Craving pelo Álcool de Penn), numa população dependente do álcool em regime de tratamento em ambulatório e averiguar comparativamente os níveis de craving da amostra. O estudo da fiabilidade, da constituição factorial e dos coeficientes de correlação das escalas com medidas análogas, revelaram boas qualidades psicométricas e corroboram a validade convergente. A análise comparativa verificou que os pacientes dependentes do álcool classificados como “Cravers” apresentaram significativamente maiores níveis de depressão, ansiedade e agressividade; reforçando a componente cognitiva do craving enquanto elemento induzido por afectos negativos – craving
negativo.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O cérebro dependente do álcool: em passagem pelas neurociências da alcoologia


Samuel Pombo, Nuno Félix da Costa

Revista da Faculdade de Medicina de Lisboa; serie III, vol 14, 2009.

Resumo

O desenvolvimento e modernização das metodologias de investigação em neurociências, tem permitido a descoberta do cérebro dependente do álcool com maior rigor científico. Neste artigo, procurámos analisar os efeitos nocivos do consumo patológico do álcool ao nível do SNC e as suas potenciais implicações na história natural da clínica do alcoolismo. Dos estudos resultam correlatos neuropsicológicos e neuroimagiológicos da doença alcoólica, que num futuro próximo podem definir marcadores clínicos de evolução terapêutica e aperfeiçoar a subtipificação de determinados fenotipos de alcoólicos.

Endofenotipos e expressividade da personalidade do doente alcoólico: a actividade enzimática da monoamina oxidase (MAO)


Samuel Pombo et al.

REVISTA TOXICODEPENDÊNCIAS EDIÇÃO IDT VOLUME 15 NÚMERO 2 2009 pp. 57-66

A definição da MAO-B plaquetária como potencial marcador biológico do alcoolismo e da personalidade tem sido larga-mente discutida. O estudo tem como objectivo clarificar a relação entre a actividade da MAO-B plaquetária e algumas dimensões de personalidade encontradas em diferentes fenó-tipos alcoólicos (tipo I/II). Foram avaliados sequencialmente 112 dependentes do álcool, recrutados na consulta de Etilo Risco do Serviço de Psiquiatria do HSM. A diminuição de actividade da MAO-B plaquetária associou-se à dimensão de neuroticismo e alexitimia, após controlar a influência das variáveis sexo, subtipos de alcoolismo e consumo de cigarros. Os resultados fornecem evidência adicional da influência da actividade da MAO-B plaquetária ao nível da expressividade fenotipica de alguns traços de personalidade do doente alcoólico, particularmente, no desenvolvimento de um estilo cognitivo impulsivo.


http://www.idt.pt/PT/RevistaToxicodependencias/Artigos%20Ficheiros/2009/2/art5vol15_n2.pdf

sábado, 27 de junho de 2009

EUROPEAN TYPOLOGIES - SIMILARITIES AND DIFFERENCES

Samuel Pombo

Presentation @ European Society Biomedical Research on Alcoholism (Finland, 2009)


A wide variety of multivariate models used to classify European alcoholics have been applied in clinical and research settings. Examples include the so-called Cloninger and Lesch typologies, who have been employed for patient’s distinction in clinic, neurobiological and anticraving psychopharmacological studies. Relationships and distinctions among the models will be discussed regarding validity features and clinical utility parameters. Commonalities among different subtyping classification systems showed a significant overlap across many of the multivariate alcoholic subtypes purposed, in which much of the concordance is a function of common charac-teristics in subtype operatio-nalization. At present, no single method or taxonomy to operationalize specific subtypes has been universally accepted; however, empirical evidence among the models achieved some important differences and similarities.

http://research.med.helsinki.fi/esbra2009/ESBRA2009_Abst_%20Smposium8.pdf

quinta-feira, 2 de abril de 2009


ASSOCIAÇÃO ENTRE O POLIMORFISMO FUNCIONAL DO PROMOTOR LIGADO AO TRANSPORTADOR DA SEROTONINA (5-HTTLPR)Agressividade Externalizada e Internalizada e Abuso do Álcool

Samuel POMBO, Pilar DE QUINHONES LEVY, Manuel BICHO, António BARBOSA,Fátima ISMAIL, Neves CARDOSO

Acta Med Port 2008; 21: 539-546

Na genética do alcoolismo evidenciam-se repercussões na heterogeneidade fenotípica da dependência do álcool, possibilitando a maior, ou menor expressão de comportamentos associados de agressividade.
A patogénese do alcoolismo e do comportamento anti-social tem sido relacionadas com a desregulação do sistema serotoninérgico, sustentando assim, a investigação do polimorfismo de inserção/delecção de 44 bases do gene transportador da serotonina (5-HTT). O estudo tem como objectivo avaliar a relação entre o polimorfismo 5-HTTLPR, o comportamento agressivo e o consumo do álcool.
Foram recrutados 97 dependentes do álcool da consulta de Etilo-Risco do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria. Durante o programa terapêutico foi colhido sangue para extracção de ADN e realizada a avaliação clínica e comportamental.
Para o polimorfismo 5-HTTLPR, 30.7% dos doentes alcoólicos são homozigoticos para o alelo l, 19.8% dos doentes alcoólicos são homozigoticos para o alelo s e 49.5% são heterozigoticos l/s.Verificou-se significativamente menores scores de agressividade durante a fase de consumo agudo do álcool nos alcoólicos portadores do alelo l(ll/ls) e scores mais elevados de agressividade (em período de consumo agudo e abstinência) nos alcoólicos portadores do alelo s (ss/ls), embora este resultado não tenha sido significativo. A associação da natureza funcional do alelo s do polimorfismo 5-HTTLPR, com o comportamento agressivo, é consistente com os modelos de agressividade que relatam uma diminuição central da actividade serotoninérgica associada a condutas impulsivas e anti-sociais
Os resultados revelam uma associação entre o polimorfismo 5-HTTLPR e o comportamento de auto e heteroagressividade na população dependente do álcool, sobretudo, quando a agressividade emerge sob o efeito do álcool. Neste período de consumo de bebidas alcoólicas, a presença do alelo l afigura-se como um factor “protector” do desenvolvimento de comportamentos agressivos, enquanto que a tendência dos resultados aponta o alelo s (curto) como factor de predisposição. Estes resultados sugerem que a presença do alelo s pode conferir uma vulnerabilidade genética no doente alcoólico à manifestação de comportamentos de agressividade, particularmente, quando em interacção com o efeito agudo do álcool.

http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2008-21/6/539-546.pdf