Contacto e-mail: samuelpombo@gmail.com Psicólogo Clínico @ Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santa Maria (HSM) _ _ Assiente de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina de Lisboa (FML) Consultório: 217959168 (Areeiro; Lisboa)
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
- Addiction Research & Theory
- August 21, 2014
Methods: A total of 274 alcohol dependence outpatients (DSM diagnosis) were recruited from the Alcoholism Unit of the Psychiatric Service of Santa Maria University Hospital. After a detailed clinical observation, subjects were evaluated with the alcoholism classification system (LAT) and self-rated alexithymia with the Toronto Alexithymic Scale - 20 items (TAS-20).
Results: Data showed that almost half of the alcohol dependent individuals were defined as alexithymic cases (48.5%). “Organic” alcohol dependent patients (type IV of Lesch classification) presented higher scores in TAS-20 when compared to other subtypes, even after controlling for potential confounding factors. Furthermore, the TAS-20 scores were related to educational level and family history of alcoholism.
Conclusions: Results indicate that the alexithymia construct is an important psychological dimension in the characterisation of alcohol dependence, especially the alcohol dependent phenotypes that are more likely to present co-existing organic complications.
The role of 5-HTTLPR polymorphism in alcohol craving experience
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
AS TIPOLOGIAS DO ALCOOLISMO: "da psicologia à neurobiologia dos fenótipos”
Samuel Pombo
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
de substâncias: para uma intervenção psicológica que
se pretende terapêutica
terça-feira, 12 de junho de 2012
Samuel Pombo, Otto Lesch
RESUMO
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Samuel POMBO, Daniel SAMPAIO
DEPOIS DA EMBRIAGUEZ VEM A RESSACA
Uma Perspectiva Sobre o Consumo de Álcool nos Jovens
Tendo por base uma avaliação empírica, será discutido neste estudo as condicionantes da ressaca do álcool e quais os comportamentos que normalmente os jovens se envolvem para tentar atenuá-la. A amostra foi constituída por 134 estudantes universitários, a frequentar o primeiro ano do ensino superior.
Pode-se concluir que a frequência destes comportamentos para lidar com a ressaca traduz a necessidade do jovem tentar anular, ou aligeirar de uma forma precisa e sintomática, os efeitos mais reiterados de um cluster aversivo de ressaca do álcool.
Este trabalho proporciona informação que julgamos profícua do ponto de vista pedagógico, ao aprofundar quais os mecanismos cognitivos, comportamentais e fisiológicos que ocorrem durante um episódio de ressaca do álcool. Tendo em conta que o consumo de bebidas alcoólicas é um comportamento frequente e normativo da adolescência, propõe-se a adopção de uma perspectiva realista do fenómeno (mais do que ideológica e utópica), que passa por protelar ao máximo o início do consumo do álcool nos jovens, educando-os acerca dos potenciais malefícios do seu consumo, dentro de uma perspectiva alargada de incentivo a um estilo de vida saudável e de proximidade com o adolescente.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
NEW BOOK

Authors: Samuel Pombo, Filipe Barbosa,
(University of Lisbon, Portugal)
Book Description:
Problems related to substance use, abuse and dependence are a major concern on societies today, persisting to require considerable attention from the community. For decades studies have been showing that drug consumption represents a main risk factor for physical, social and mental health problems. Unfortunately, reality shows that in many cultures and fractions of population, heavy substance use is the norm. This new book examines the cognitive-behavioral indicators of substance abuse and various corresponding treatment techniques.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
OUT NOW !!!

“CRAVERS” PELO ÁLCOOL

RESUMO: O craving pode ser definido como um desejo irreprimível, intrusivo e intenso pelo consumo do álcool. Na literatura, têm sido introduzidos vários modelos explicativos e instrumentos de avaliação deste conceito. O estudo tem como objectivo avaliar as características psicométricas de dois questionários de avaliação do craving (Escala Obsessivo-compulsiva deYale-Brown para Bebedores Excessivos e a Escala de Craving pelo Álcool de Penn), numa população dependente do álcool em regime de tratamento em ambulatório e averiguar comparativamente os níveis de craving da amostra. O estudo da fiabilidade, da constituição factorial e dos coeficientes de correlação das escalas com medidas análogas, revelaram boas qualidades psicométricas e corroboram a validade convergente. A análise comparativa verificou que os pacientes dependentes do álcool classificados como “Cravers” apresentaram significativamente maiores níveis de depressão, ansiedade e agressividade; reforçando a componente cognitiva do craving enquanto elemento induzido por afectos negativos – craving
negativo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O cérebro dependente do álcool: em passagem pelas neurociências da alcoologia

O desenvolvimento e modernização das metodologias de investigação em neurociências, tem permitido a descoberta do cérebro dependente do álcool com maior rigor científico. Neste artigo, procurámos analisar os efeitos nocivos do consumo patológico do álcool ao nível do SNC e as suas potenciais implicações na história natural da clínica do alcoolismo. Dos estudos resultam correlatos neuropsicológicos e neuroimagiológicos da doença alcoólica, que num futuro próximo podem definir marcadores clínicos de evolução terapêutica e aperfeiçoar a subtipificação de determinados fenotipos de alcoólicos.
Endofenotipos e expressividade da personalidade do doente alcoólico: a actividade enzimática da monoamina oxidase (MAO)

Samuel Pombo et al.
REVISTA TOXICODEPENDÊNCIAS EDIÇÃO IDT VOLUME 15 NÚMERO 2 2009 pp. 57-66
A definição da MAO-B plaquetária como potencial marcador biológico do alcoolismo e da personalidade tem sido larga-mente discutida. O estudo tem como objectivo clarificar a relação entre a actividade da MAO-B plaquetária e algumas dimensões de personalidade encontradas em diferentes fenó-tipos alcoólicos (tipo I/II). Foram avaliados sequencialmente 112 dependentes do álcool, recrutados na consulta de Etilo Risco do Serviço de Psiquiatria do HSM. A diminuição de actividade da MAO-B plaquetária associou-se à dimensão de neuroticismo e alexitimia, após controlar a influência das variáveis sexo, subtipos de alcoolismo e consumo de cigarros. Os resultados fornecem evidência adicional da influência da actividade da MAO-B plaquetária ao nível da expressividade fenotipica de alguns traços de personalidade do doente alcoólico, particularmente, no desenvolvimento de um estilo cognitivo impulsivo.
http://www.idt.pt/PT/RevistaToxicodependencias/Artigos%20Ficheiros/2009/2/art5vol15_n2.pdf
sábado, 27 de junho de 2009
EUROPEAN TYPOLOGIES - SIMILARITIES AND DIFFERENCES
Presentation @ European Society Biomedical Research on Alcoholism (Finland, 2009)
A wide variety of multivariate models used to classify European alcoholics have been applied in clinical and research settings. Examples include the so-called Cloninger and Lesch typologies, who have been employed for patient’s distinction in clinic, neurobiological and anticraving psychopharmacological studies. Relationships and distinctions among the models will be discussed regarding validity features and clinical utility parameters. Commonalities among different subtyping classification systems showed a significant overlap across many of the multivariate alcoholic subtypes purposed, in which much of the concordance is a function of common charac-teristics in subtype operatio-nalization. At present, no single method or taxonomy to operationalize specific subtypes has been universally accepted; however, empirical evidence among the models achieved some important differences and similarities.
http://research.med.helsinki.fi/esbra2009/ESBRA2009_Abst_%20Smposium8.pdf
quinta-feira, 2 de abril de 2009

ASSOCIAÇÃO ENTRE O POLIMORFISMO FUNCIONAL DO PROMOTOR LIGADO AO TRANSPORTADOR DA SEROTONINA (5-HTTLPR)Agressividade Externalizada e Internalizada e Abuso do Álcool
Samuel POMBO, Pilar DE QUINHONES LEVY, Manuel BICHO, António BARBOSA,Fátima ISMAIL, Neves CARDOSO
Acta Med Port 2008; 21: 539-546
Na genética do alcoolismo evidenciam-se repercussões na heterogeneidade fenotípica da dependência do álcool, possibilitando a maior, ou menor expressão de comportamentos associados de agressividade.
A patogénese do alcoolismo e do comportamento anti-social tem sido relacionadas com a desregulação do sistema serotoninérgico, sustentando assim, a investigação do polimorfismo de inserção/delecção de 44 bases do gene transportador da serotonina (5-HTT). O estudo tem como objectivo avaliar a relação entre o polimorfismo 5-HTTLPR, o comportamento agressivo e o consumo do álcool.
Foram recrutados 97 dependentes do álcool da consulta de Etilo-Risco do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria. Durante o programa terapêutico foi colhido sangue para extracção de ADN e realizada a avaliação clínica e comportamental.
Para o polimorfismo 5-HTTLPR, 30.7% dos doentes alcoólicos são homozigoticos para o alelo l, 19.8% dos doentes alcoólicos são homozigoticos para o alelo s e 49.5% são heterozigoticos l/s.Verificou-se significativamente menores scores de agressividade durante a fase de consumo agudo do álcool nos alcoólicos portadores do alelo l(ll/ls) e scores mais elevados de agressividade (em período de consumo agudo e abstinência) nos alcoólicos portadores do alelo s (ss/ls), embora este resultado não tenha sido significativo. A associação da natureza funcional do alelo s do polimorfismo 5-HTTLPR, com o comportamento agressivo, é consistente com os modelos de agressividade que relatam uma diminuição central da actividade serotoninérgica associada a condutas impulsivas e anti-sociais
Os resultados revelam uma associação entre o polimorfismo 5-HTTLPR e o comportamento de auto e heteroagressividade na população dependente do álcool, sobretudo, quando a agressividade emerge sob o efeito do álcool. Neste período de consumo de bebidas alcoólicas, a presença do alelo l afigura-se como um factor “protector” do desenvolvimento de comportamentos agressivos, enquanto que a tendência dos resultados aponta o alelo s (curto) como factor de predisposição. Estes resultados sugerem que a presença do alelo s pode conferir uma vulnerabilidade genética no doente alcoólico à manifestação de comportamentos de agressividade, particularmente, quando em interacção com o efeito agudo do álcool.
http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2008-21/6/539-546.pdf
sábado, 31 de janeiro de 2009
As bebidas alucinogénias: o consumo da ayahuasca enquanto regulador tribal sócio-antropológico
Sumário
As substâncias alucinogénias induzem uma perturbação do sistema perceptivo. A utilização destas drogas possui um amplo histórico sócio-antropológico, particu-larmente, associado a alguns sistemas de comunicação simbólica e de transmissão de conhecimento cultural em algumas tribos locais. A ayahuasca é exemplo de uma bebida alucinogénia integrada em práticas de ritualidade tribal. O artigo visa a caracteri-zação do seu uso em contexto indígena, o qual representa uma experiência de "viagem" condicionada pela actividade alucinatória culturalmente sintónica. O hábito ceri-monial de consumo da ayahuasca está inscrito no suporte de afinidades familiares, comunitárias e didácticas dos elementos de cada grupo étnico.
A propósito da avaliação clínica numa consulta de toxicodependências
RESUMO
Os resultados da investigação clínica criam a oportunidade de reflectir sobre as características dos programas de intervenção, adaptá-los e corrigir o desempenho dos terapeutas. Nesta análise
do desempenho dos programas de substituição opiácea da Consulta de Toxicodependências do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria (HSM), centrámo-nos sobre algumas características dos utentes que prognosticassem uma boa resposta terapêutica em 123 dependentes de heroína admitidos sequencialmente no controlo analítico de metabolitos. Variáveis como o rendimento mensal auferido, tempo de frequência em consulta, a infecção pelo vírus do VIH e a existência de consumos de álcool ou cannabis foram indicadores de desempenho do tratamento da heroinodependência. No plano da intervenção terapêutica também as duas subamostras em substituição com buprenorfina e com metadona tiveram comportamentos diferentes. O estudo sugere uma conclusão paradoxal: a subpopulação em substituição com buprenorfina, com melhor prognóstico à partida, apresenta mais recaídas, mas num quadro de melhor funcionamento psicossocial. Por outro lado, este resultado encontrado não se afigura
relacionado tanto com a substância usada na substituição, mas mais com a má utilização da maior autonomia que ela permite aos doentes que a utilizam.
>http://www.idt.pt/PT/RevistaToxicodependencias/Paginas/ArtigoDetalhe.aspx?id=95
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
The Alcoholic Phenotypes among Different Multidimensional Typologies: Similarities and Their Classification Procedures
Samuel Pombo and Otto Michael Lesch
Alcohol & Alcoholism, pp. 1–9, 2008
Abstract — Aim: This detailed cross-sectional analysis, obtained from a sample of alcohol-dependent patients, attempts to compare multiple methods that have been created to classify or subtype alcoholics. Methods: The sample comprised 318 alcohol-dependent patients recruited from the alcoholism unit (NETER) of the Psychiatric Service of Santa Maria University Hospital in Lisbon (Portugal). All subjects were evaluated during the outpatient therapeutical programme for operationalized criteria, reported by each alcoholism typology. Results: Regarding concordance agreement (kappa values) for the three type I/II classifications, von Knorring versus Sullivan yielded the higher rate of agreement, followed by von Knorring versus Gilligan and Gilligan versus Sullivan criteria. Chi-square comparisons showed a significant overlap between Babor type A and Cloninger type I of von Knorring and Sullivan. Over-two-type classifications showed the following significant positive relations: Lesch type I versus NETER heredopathic subtype; Lesch type II versus NETER anxiopathic subtype and Babor type A; Lesch type III versus NETER tymopathic subtype; Lesch type IV versus Cloninger type II of von Knorring and Sullivan criteria; and NETER adictopathic subtype versus Cloninger type II of von Knorring, Sullivan and Gilligan criteria. Conclusions: There is a significant overlap across many of the multivariate alcoholic subtypes purposed, in which much of the concordance is a function of common characteristics in subtype operationalization. Commonalities among these different subtyping classification systems offers the possibility of identifying important dimensions that better differentiate individuals among problem drinker’s populations.
http://alcalc.oxfordjournals.org/cgi/content/abstract/agn080
quarta-feira, 18 de junho de 2008
As respostas mnésicas do cérebro perante a presença do álcool

O artigo de revisão visa a análise dos vários fenómenos mnésicos que podem ocorrer face à presença do álcool no sistema nervoso central.
A intoxicação pelo álcool perturba o decurso de codificação de novas memórias, contudo, não interfere com a recuperação mnésica do material previamente armazenado.
Os estudos mostram inclusivamente que a capacidade de reevocação do material mnésico pode melhorar quando accionado num estado similar ao do processo de codificação (memória dependente do contexto, neste caso, do estado de intoxicação pelo álcool); que o consumo do álcool pode favorecer o processo mnésico ao prejudicar preferencialmente a capacidade de produzir nova informação, e assim, interferir em menor grau na fase de pós-codificação; e que a população alcoólica demonstra determinadas propensões cognitivas ao nível da selectividade mnésica.
O consumo excessivo do álcool está associado frequentemente à ocorrência de períodos de perda de memória. Este episódio amnésico anterógrado induzido pelo consumo do álcool, definido como
blackout alcoólico, deve-se ao facto do álcool impossibilitar a capacidade de formar novas memórias durante o período do consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
(Samuel Pombo; Acta Psiquiátrica Portuguesa; Vol.54, pp:1919-1926)
domingo, 20 de abril de 2008
Denegação do alcoolismo nos subtipos I e II de Cloninger

Análise Psicológica, Série XXVI, 2008.
A denegação da alcoolização define a recusa dos bebedores dependentes em assumir o uso patológico do álcool, além de minimizar a relação entre os consumos do álcool e os seus problemas psicológicos, orgânicos e sociais associados. A escala de avaliação da denegação (Denial Rating Scale) confere ao terapeuta um instrumento de observação e quantificação da denegação do problema clínico do álcool.
O presente estudo tem como objectivo, traduzir e validar para a língua portuguesa a escala de avaliação da denegação (Denial Rating Scale) e avaliar o nível de denegação da doença alcoólica tendo em conta os sub-tipos I e II de Cloninger. No processo de confiabilidade inter-avaliadores e de validação da DRS obteve-se coeficientes estatísticos adequados, permitindo a utilização do instrumento num setting especializado para o tratamento da dependência alcoólica.
Os pacientes Tipo II de Cloninger apresentaram menores níveis de denegação do alcoolismo, quando comparados com os pacientes Tipo I.
